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segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

VOU VIVER

Meu recadinho pra você, 2013:

Vou viver a minha vida,
Vou beber minha bebida,
Vou fazer a minha farra,
(Eu vou ser feliz na marra!)
De janeiro a janeiro.
Que se dane o mundo inteiro!
Que se parta a solidão!
Que se exploda o coração!
Que se arrase a tristeza!
Que se acabem os amores eternos!...
E quem não gosta de mim...:
QUE VÁ PRO QUINTO DOS INFERNOS!!!

Este poema faz parte do meu livro "Para nunca mais sentir amor".

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

MEMÓRIAS DE JANDAIA DO SUL

O Blog do Bicho do Mato, orgulhosamente, leva até você, o livro "Memórias de Jandaia do Sul - 2ª edição" do autor Professor Milton Lopes.
São vários acontecimentos que compõem a história de Jandaia do Sul, organizados, neste livro, por um professor, escritor, político e, acima de tudo, cidadão que ama esta cidade.

Vale a pena ler, ou, no mínimo, dar uma folheada. Você vai gostar.

"Todos cantam sua terra,
Também vou cantar a minha,
Nas débeis cordas da lira
Hei de fazê-la rainha;

- Hei de dar-lhe a realeza
Nesse trono de beleza
Em que a mão da natureza
Esmerou-se em quanto tinha."

Casimiro de Abreu


Livro publicado com a devida autorização do autor.

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

OUSADIA DE UM POETA

Blog do Bicho do Mato, Orgulhosamente, leva até vocês, "Ousadia de um poeta". Um dos livros de poesias, do nosso grande e querido poeta jandaiense, fundador da SPJ. (Sociedade dos Poetas Jandaienses), o saudoso Professor Lourenço.

"...Mesmo que morra o poeta, a poesia não morre!" - Bicho do Mato

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

A GUERRA CONTINUA



10 ANOS DE SPJ.
Hoje, 06/12/2012, a SPJ (Sociedade dos Poetas Jandaienses) está completando 10 anos de existência.
Meus mais sinceros parabéns ao fundador, Professor Lourenço, que, com certeza, de onde quer que esteja, está festejando conosco esta data.


A vida está em plena transformação!
Uns veem, outros vão,
Nada fica no lugar.
Por mais que doa uma despedida,
A estrutura atingida
Não pode desmoronar.

Perdemos nosso sustentáculo,
Porém, esse obstáculo
Não há de nos deter,
Não ficaremos sem norte,
Contamos com gente forte...
―Vamos seguir sem temer!

Uma batalha, perdemos,
Porém, todos nós sabemos
Que a guerra continua.
Pelo Ponga comandados
Seremos bravos soldados...
―Que a vitória se construa!

Seguindo a mesma rota
Levaremos a SPJ.
Cada vez mais a diante,
“Água mole em pedra dura
Tanto bate até que fura!”
―Precisamos ser constantes!

Substituir o insubstituível,
Pode se tornar possível,
Todos dando uma forcinha.
O Ponga é cabra arretado,
Não tem medo do pesado,
Não é de fugir da rinha.

“A bagagem cultural
Se torna essencial
Quando a meta é vencer!”
(O poeta já dizia)
Então, nossa poesia
Não pode emudecer.


Meus mais sinceros parabéns à SPJ, pelo seus 10 anos de existência, ao seu fundador, professor Lourenço, que não está mais, fisicamente, conosco, ao amigo Ponga que está dando continuidade ao trabalho alavancado por ele e a todos os membros, patrocinadores, alunos, professores, diretores de escolas e colaboradores em geral que tornaram real o sonho do saudoso amigo Professor Lourenço.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

PREFÁCIO DO MEU LIVRO

Este é o prefácio do meu livro "A natureza pede socorro",
feito pela saudosa Professora Terezinha Barbosa Guimarães.
Que nos deixou no triste dia 09/01/2012.
Uma perda inestimável para a sociedade.
Uma grande educadora, escritora e, acima de tudo, uma grande cidadã e amiga.
À qual, qualquer tipo de elogio e homenagem será, sempre, pouco.

Meu eterno obrigado, de coração, por esse presente.


   PREFÁCIO

José Marcos Pinto nasceu em 02/08/1978 e, com apenas 17 anos, interessou-se pela literatura destacando-se como poeta.
           Dentre suas obras destacam-se: “VAIAS E APLAUSOS”, “SÃO OS ESPINHOS DA VIDA”, “ALÉM DO QUE OS OLHOS PODEM VER”, “DE CORAÇÃO ABERTO PARA O AMOR”, “O AMOR DEPOIS DA DOR” e “A NATUREZA PEDE SOCORRO”.
Defensor da natureza e com imenso amor pela vida rural, ele escreveu:

                            Não sou caipira, sou a alma do sertão,
                            Sou pedaço deste chão,
                            Sou passarinho, sou flor,
                            (Sou natureza) sou floresta, sou regato,
                            Eu sou um bicho do mato,
                            Sou obra do criador.

           Seus versos retratam o mesmo ideal de um coração generoso e aberto para as dificuldades que enfrenta a natureza tão maltratada pelo homem; a necessidade do reconhecimento pelo trabalho do homem do campo e das oportunidades que a vida oferece para quem valoriza o que a terra produz; suas rimas enaltecem e estimulam a trilhar o caminho que conduz ao nosso crescimento interior.
           José Marcos tenta superar barreiras apresentando a beleza do bem como o melhor estímulo à generosidade das pessoas, a crença de que Deus continua abençoando as tendências de melhorias e o seu gosto pela vida.
           É o poeta da vivência, do apelo ao simples, não traça normas de vida, mas faz das mesmas as diretrizes para o seu modo de pensar voltado para a exaltação do belo, das grandezas que enobrecem os que acreditam no amor de tudo aquilo que nos cerca.
 Tudo isso faz com que suas poesias despertem a admiração dos que sabem apreciar um talento que se revela nos meios literários. É a juventude se projetando para um futuro que abre os braços para os sonhadores.

Jandaia do Sul – setembro de 2009

Profª. Terezinha Barbosa Guimarães

Membro da Academia de Letras, Artes e Ciências
Centro Norte do Paraná.



Imagem: Google

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

DECISÃO FINAL



Começaram minha vida
Sem a minha opinião,
Eu não pude ajudar
A tomarem a decisão.

Mas, o fim da minha vida
Não vou deixar ser assim:
Dessa vez, somente eu
Terei voz pra decidir.

Vivo de cabeça baixa,
Mas, isso não me importa,
Pois, vou morrer de cabeça erguida.
(Pela ação mecânica de uma corda).

Este poema faz parte do meu livro "Resto de mim"

Imagem: Google
Autor: José Marcos Pinto (Bicho do Mato)


segunda-feira, 26 de novembro de 2012

A NATUREZA PEDE SOCORRO



A floresta está gemendo,
Mas, ninguém ouve seu gemido de morte,
Porque a serra do madeireiro
Tem o ruído mais forte,

O passarinho ainda canta,
Mas não como cantava outrora,
Outrora cantava livre,
Hoje canta na gaiola.

A natureza pede embalde
Que cessem as agressões,
Os rios secos sem água,
É um grito às nações,

Mas ninguém vê o seu drama,
Pois, só pensam no dinheiro,
Cortando de árvore em árvore
Desmataram o mundo inteiro.

Nossa bela Amazônia
Sofre forte agressão,
Pouco a pouco estão matando
O orgulho da nação:

Traficam os nossos bichos,
As nossas aves e a nossa madeira nobre,
Nossa rica natureza
Cada vez fica mais pobre.

Despiram nossa floresta
E rasgaram seu vestido,
Cobriram com cimento e pedra,
O verde foi destruído.

A natureza pede socorro
Mas embalde, sempre embalde,
Quanto mais pede socorro
Mais o explorador a invade.

Nossas matas ciliares
Foram todas para o chão,
Eles envenenam tudo,
Desde o leite até o pão,

Envenenam nosso ar,
Envenenam até nosso sonho,
Destroem tudo o que existe,
Até a camada de ozônio.

Suas modernas indústrias
Produzem gases venenosos
Que são lançados à atmosfera
Pelas chaminés poderosas,

O sol brilha embaçado,
Não límpido como brilhava,
O sabiá não tem mais
A palmeira onde cantava.

Várias ervas medicinais
(Cura de várias doenças),
Antes de serem descobertas
Morreram na indigência.

Eles perseguem e matam
Quem defende essa camisa,
Até o índio que era livre
Tem que respeitar divisa.

Oprimiram os seus povos
Matando-os indiretamente:
O rio enfraquece e morre
Se obstruirmos os afluentes!

É óleo diesel na água,
É floresta incendiada,
É lixo que cobre tudo,
É atmosfera envenenada,

É lei que não pune nada,
É povo que aceita tudo,
Cada vez mais vulnerável
A natureza não tem escudo.

Vamos ser o seu escudo,
Vamos proteger a floresta,
Vamos todos preservar
O pouco que ainda resta,

Vamos construir um mundo melhor
Para os nossos descendentes,
Encher de novo os rios
Reflorestando as nascentes,

Vamos parar de poluir,
Vamos parar de agredir a natureza,
Vamos ouvir o seu grito
E agir em sua defesa,

Porque ainda está em tempo,
Só basta a gente querer.
Vamos fazer procriar
O que deixaram sobrar,
Antes de tudo morrer.

Este poema foi publicado pela SPJ. (Sociedade dos Poetas Jandaienses) no livro "Poesias, Verdades e Sonhos", em 2007, e também faz parte do meu livro "A natureza pede socorro"


Imagem: Google

Autor:  José Marcos Pinto (Bicho do Mato)

terça-feira, 20 de novembro de 2012

TERCETOS DE CARINHO



Tu és a meu ver e a meu pensar,
O ser mais maravilhoso
Que o sol pôde iluminar.

Tu te diferes de qualquer beleza:
Entre as estrelas do céu
Teu brilho tem mais clareza.

Já vi o mar e a lua
Boquiabertos cochichando,
Mortos de inveja tua.

Sei que a água que te banha
Fica assim... Lisonjeada,
Pelo presente que ganha.

Brisa que sopra teu rosto
Nunca mais sopra mais nada
Pra não dissipar teu gosto.

Até Deus, ao te criar,
Pasmou-se com tal perfeição
E se pôs a te adorar.

Teu perfume humilha a flor,
Tu estás muito acima
Dos padrões do criador.

Se idolatria for mesmo pecado,
Minha alma está impura,
Mereço ser castigado,

Mas afirmo com toda certeza:
Nem no céu e nem na terra
Nada imita tua beleza.

Tu aclaras de tal maneira
Que revela ao mundo as cores,
O fruto da macieira...

Não é o sol que clareia o dia!
Ele apenas reflete a luz
Que teu sorriso irradia.

Tu és anjo de olhar sublime,
Encantadora e simplesmente
Tu és: Pamela Vendramini.


Vejam algumas fotos da Pamela ao som de Gilliard
video

Este poema foi publicado pela SPJ. (Sociedade dos Poetas Jandaienses) no livro "A poesia como fonte de sabedoria e cultura" em 2009.

domingo, 18 de novembro de 2012

VIVA O PROFESSOR LOURENÇO



Quero prestar nestes versos minha homenagem
A um poeta, professor, amigo e companheiro...
Sonhando ele realizou a sua proeza,
Deixando entalhada na história a marca de um guerreiro.
Fundou em Jandaia do Sul uma Sociedade
Que hoje é nossa referência em literatura,
De verso em verso transformou a vida em poesia,
Usando seu conhecimento, em prol da cultura.

REFRÃO
Vamos todos gritar: Viva o professor Lourenço!
Reconhecendo o prestígio que tem esse nome.
Diante das obras completas que ele deixou...
Dessas que a traça não corta e o tempo não consome.

Foi ele o grande baluarte da nossa cultura,
Foi ele a inspiração do nosso versejar,
Foi quem solidificou nossa estrutura
E deu sustento à emoção de poder sonhar.
A sua partida foi triste e também precoce,
Aqui o nosso professor cumpriu sua missão;
Porém, seus nobres ideais serão eternizados
Por todos os que aprenderam a sua lição.

REFRÃO
Vamos todos gritar: Viva o professor Lourenço!
Reconhecendo o prestígio que tem esse nome.
Diante das obras completas que ele deixou...
Dessas que a traça não corta e o tempo não consome.


Esta música foi cantada pelos amigos Orozimbo e Luiz Marsola, durante uma homenagem prestada ao professor Lourenço, em 26/08/2012.

Autor:  José Marcos Pinto (Bicho do Mato)

sábado, 17 de novembro de 2012

UM ALGUÉM COMO VOCÊ


Quantos caminhos percorri 

Tão sozinho a procurar 

Um alguém como você 

Para me fazer sonhar. 


Que tivesse a beleza 

De um puro sentimento, 

Que soubesse que a vida 

Não é somente um momento, 


Que trouxesse no olhar 

Um amor pra vida inteira, 

Que não fosse uma mentira... 

Uma nuvem passageira. 


Que conhecesse o amor 

E também a solidão, 

O prazer, o sofrimento, 

O desejo e a ilusão. 


Que trouxesse na bagagem 

Forças pra recomeçar, 

Apagar cada resíduo 

Do que um dia a fez chorar. 


Que não fosse simplesmente 

Mais uma na multidão, 

Mas sim, que fosse o pedaço 

Que falta em meu coração.


Este poema faz pate do meu livro " Coisas de poeta"

O QUE DIZEM DO AMOR



Alguns dizem que o amor é um rio 

Que corre buscando o mar, 

Se teu amor for de água 

Eu quero me afogar. 



Outros dizem que o amor é de fogo

E, que queima sem cessar, 

Se teu amor for de fogo,

Então, quero é me queimar.

Este poema faz parte do meu livro "Além do que os olhos podem ver"

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

QUERO TE VER GRANDE



Minha priminha querida,
Minha pequena Beatriz;
Em meio tantas tristezas,
Teu existir me faz feliz.

És linda, pura e divina
Como uma rosa em botão,
És a flor mais pequenina
Do jardim do meu coração.

Com a divina pureza
Dum coração de criança,
Podes tirar um sorriso
Dum rosto sem esperança:

Quando eu clamava à morte...,
Chorava desesperado...
Tu me trouxeste à vida
Num abraço apertado...

Eu tenho tantas tristezas,
Choro e maldigo a vida,
As dores me fazem pensar
Que só a morte é a saída...

Mas..., quando vejo o sorriso
Que no teu rostinho expande,
Eu não quero mais morrer,
Porque eu quero te ver grande!!!

Este poema foi escrito em 2006, para minha priminha Beatriz, e foi publicado pela SPJ. (Sociedade dos Poetas Jandaienses) no livro "A poesia como fonte de sabedoria e cultura" em 2009.

domingo, 28 de outubro de 2012

PRÊMIO DARDOS



Oi amigos, recebi este prêmio das minhas amigas: Dalvanir do Blog da Maria Machado  e Verinha do blog Meu céu da felicidade, o que me deixou muito feliz.

Embora, não me achando merecedor de tal prêmio, me sinto muito honrado e, orgulhosamente, estou publicando-o aqui.

Conforme regulamento do prêmio, quem recebe o mesmo, deve escolher outros dez ou quinze blogs para repassar o prêmio. Em meio tantos amigos e amigas que fazem parte da família Blogger e, que são mais que merecedores do prêmio, esta se torna a parte mais difícil, porém, não deixarei de fazê-la.
(Também faz parte do regulamento, que o blog escolhido publique o nome e link dos outros blogs escolhidos, o nome e link do blog que o escolheu e o selo do prêmio que pode ser baixado aqui.)

 Primeiramente quero pedir desculpas aos que ficaram de fora, e, dizer que de minha vontade todos seriam premiados; e, a seguir, citarei os escolhidos, que de momento (por motivo de tempo) serão apenas dez, e nos próximos dias estarei escolhendo os outros cinco e adicionando-os à postagem.

Blogs escolhidos, por mim, para receberem o prêmio:

Desabafos de uma mulher  Da amiga Nelma
Maria Luiza meu anjo Da amiga Thyara Melo
Varandas azuis Da amiga Ania
Because I'm A Girl Da amiga Iane
Djalma CMF - Poesias Diversas Do amigo Djalma
ZAYMON ZARONDY Do amigo Zaymon
Fragmentos meus Da amiga Leilinha
Blog da Marci Da amiga Marcicleide
Momentos Da amiga Andrea Aja
Gritos da alma Da amiga Nádia Santos

Peço desculpas aos visitantes do Blog do Bicho do Mato por eu ter retirado quase todas as postagens do ar. No começo do novo ano estarei recomeçando as postagens, tenho preparados centenas de poemas para publicá-los. Enquanto isso, cliquem nos links acima, e passem horas agradáveis lendo essa seleção de blogs.

Abraços a todos.




domingo, 14 de outubro de 2012

ESTÁ MUITO FRIO AQUI DENTRO


Outra vez estou aqui sozinho, parado, triste...
Sempre soube que essa seria a regra,
Mas, sempre soube, também, que
Toda regra tem sua exceção.
Aqui estou esperando por uma exceção...
Mas... Onde? Quando? Como?...
Por que tem que ser assim?
Por que tem que ser comigo?
Essa vida é uma droga,
Cada vez fico mais certo disso.
Melhor não me desesperar,
Desesperei-me das outras vezes
E não deu certo.
“―Pare, acalme, respire fundo, refresque a cabeça,
Beba um chá de erva-cidreira
Que faz bem para os nervos.”
Minha mãe sempre dizia isso!
Mas, cadê ela também?
Estou aqui perdido, convencido do pior!
É... Talvez não seja uma regra!...
O que estou fazendo aqui?
Pare a vida, vou descer!
Está muito frio aqui dentro!!!

Autor: José Marcos Pinto (Bicho do Mato)

Todos os direitos reservados

INALTERÁVEL

Hoje o tempo me trouxe o passado de volta,
por algum momento, virtualmente...
Como eu quereria voltar àquele tempo,
para fazer tudo diferente (tudo certo).
Mas só me resta a triste realidade que me diz
que o passado é INALTERÁVEL.
Minhas palavras vão virando passado...
E... na tentativa desesperada de consertar o que quebrou,
curar, de alguma forma, o coração que magoei...
Só me resta mais uma vez, a triste realidade
que me diz que não importa o que eu faça,
o passado é INALTERÁVEL e eu estou SOZINHO.
Só querendo que aquele coração não esteja mais doendo,
como o meu ainda está.

Autor: José Marcos Pinto (Bicho do Mato)



Todos os direitos reservados

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

ADEUS INGRATA



Da vida carrego amargura,
Dos amores, desilusões,
Da morte que me espera,
Espero as soluções.

Abrindo os olhos pro mundo
Vê-se dor e aflição,
Um homem só tem descanso
Quando deita no caixão;

Com os olhos bem fechados
Dormindo o sono eterno,
Qualquer coisa, agora, é céu
Já que saiu do inferno.

Um dia abri meus olhos
Para um rosto sorridente,
Vi uma pedra preciosa
Que brilhava em minha frente,

Tive medo de apanhá-la
Por ser só um grão de areia,
Quando quis entrar no mar
Roubaram minha sereia.

Olhando para o espelho
Vi os meus olhos brilhando
Então disse a mim mesmo:
É verdade! Estou amando!

Amando uma estrela
Que irradia tanta luz,
Não precisa nem ser Cristo
Pra ser pregado na cruz.

Essa estrela tão formosa
Que brilha, de mim, distante,
Ofuscou minha visão
E me fez deselegante.

Atirado sobre a lama
Um homem não age direito!
Como se livrar da dor
Se ela está dentro do peito?

A razão da minha dor
Tem nome e sobrenome,
Tem o nome de uma ingrata
Que um dia, outro deu lhe o nome;

Matando assim a esperança,
Tirando de mim a fé,
Me deixando naufragado,
Remando contra a maré.

Agora só resta a morte
Já que meu sonho morreu...
Para que viver lembrando
D’alguém que já me esqueceu?

Alguém que nunca lembrou
Que nunca me fez sorrir...
Vou esquecê-la também
Quando a morte quiser vir.

Espero ansioso pela morte
Com sua doce sentença,
Ferido pelas maldades,
Da vida perdi a crença,

O meu coração parando
Não mais amará ninguém,
Quanto mais ama mais sofre
Mais chora a dor que tem.

Ingrata... como eu quereria
De novo ver teu sorriso,
Beijar teu rosto moreno
Para sentir-me no paraíso,

Sentir os teus lábios quentes
Meus lábios umedecendo,
Mas não existe mais tempo,
A vida, estou perdendo,

Pois estou chegando ao fim,
Aqui meu viver encerra,
Não vou mais ser desprezado
Nem sofrer sobre esta terra.

Vou fechar pra sempre os olhos
Para o mundo e para o amor,
Deixar de derramar pranto,
Livrar-me de vez da dor.

Adeus mágoa, adeus saudade,
Adeus ingrata e adeus solidão.
Enfim eu terei descanso
Deitado no meu caixão.


Este poema foi publicado pela SPJ. (Sociedade dos Poetas Jandaienses) no livro "Poesias, verdades e sonhos" em outubro de 2007, 
Autor: José Marcos Pinto (Bicho do Mato)