Seguidores

domingo, 1 de setembro de 2013

CASINHA BRANCA

“Incultas produções da mocidade 
Exponho a vossos olhos, ó leitores: 
Vede-as com mágoa, vede-as com piedade, 
Que elas buscam piedade, e não louvores."

"Bocage"


Uma casinha branca
De varanda construir,
Levar uma vida simples,
As tarefas dividir...

Era este o nosso sonho
Planejado e discutido,
Eram planos detalhados
Para um viver colorido.

Mas..., a vida da cidade
Mudou o seu pensamento,
Pôs fim nessa ilusão
E matou seu sentimento;

Conheceu outro rapaz,
Por ele se apaixonou
E por um carro de luxo,
Meu amor ela trocou.

E a casinha branca
Que a gente tanto sonhou,
O vendaval da ilusão
Pegou ela e derrubou.

E os sonhos tão bonitos
Foram, todos, água abaixo,
Hoje só resta a saudade
Misturada aos meus pedaços.

Mas..., a vida da cidade
Um dia vai lhe dizer
Que a vida da vaidade
Não é boa pra viver,

Então, vai sentir saudades,
Vai lembrar do meu coração,
Com certeza vai chorar
Ao sentir tamanha dor...

10 comentários:

  1. Muito lindo tudo que você escreveu amigo Marcos!

    Obrigada da visita e comentário.

    bjs
    Carmen Lúcia-mamymilu.blogspot.com

    ResponderExcluir
  2. Este comentário foi removido por um administrador do blog.

    ResponderExcluir
  3. Boa tarde amigo Marcos
    Seus poemas sempre me emocionam pela nostalgia e tristeza. Não sei se você é um poeta triste ou apenas gosta de nos arrancar lágrimas de emoção. Sei apenas que escreve com uma beleza ímpar.
    Hoje vim deixar a sementinha da minha amizade para que ela germine e encha de nuances e aromas os encontros que teremos aqui neste maravilhoso mundo virtual.
    Uma ótima semana
    Beijos com ternura e afeto

    ResponderExcluir
  4. Meu caro amigo.
    Nostalgia ou tristeza, mas sábias palavras.
    Paz e Luz em seu espírito.
    Um abraço de força e fé.
    Valdete Cantú

    ResponderExcluir
  5. Oi, querido Marcos!

    Como vai?

    Agradeço suas explícitas palavras em meu blog. Achei montes de graça quando a certa altura da sua explicação, você diz: "Quando eu era jovem..." Nossa Senhora, Marcos, mas o que é você, senão um jovem?

    Termine com essa ideia, que está errada, em sua mente, porque você é jovem,. Claro que não é nenhum adolescente, mas é um jovem, pronto para viver, trabalhar, ajudar e amar.

    Calculei que a "vola", fosse VOLTA, mas, por vezes, há termos daí, que são diferentes dos daqui. Por exemplo, vocês dizem comentarista, nós, comentador, vocês caminhoneiro, nós camionista, vocês, Juninas, nós Joaninas(essa palavra deriva do nome próprio, João. Então, me parece mais correto dizer Joaninas que Juninas) e muitos outros termos.

    Todos os significados que referiu para a sua "vola", têm de ser corrigidos. Há sempre tempo para modificar atitudes, sobretudo aquelas que não são as corretas. NADA DA PRESSAS!

    Quanto ao seu poema, se vê que foi escrito, quando era bem novinho, porque "amor e cabana não funciona, na realidade, só em conto de fadas.

    Seu poema está bem feito, corretamente e metricamente estruturado, a leitura é agradável, mas o conteúdo está démodé, ultrapassado, porque tudo tem a sua época e cada coisa no seu lugar. Eu sei que foi escrito quando era muito jovem, daí essa ideia da casinha branca. Depois, quando adultos, percebemos que "essa" da casinha já não dá, porque precisamos de um pouco mais, mas nada de exageros. Não sou materialista, mas gosto de ter o suficiente para viver, com dignidade, e não superficialidade.

    Estou esperando sua volta ao meu blog, como me prometeu, para fazer um comentário, sucinto, médio ou longo ao poema que escrevi e publiquei.

    Ainda não fui ver seu outro blog, para verificar se tinha "cumprido" as tarefas (ter como amiga, uma Professora, e ainda por cima de Língua Portuguesa, é dose mesmo). Estou brincando, só pode.

    Eu todos os dias, aprendo com meus alunos e também ensino, logicamente.

    A VIDA É ISSO: DAR E RECEBER, OU RESUMINDO, PARTILHAR.

    Uma boa semana. A primavera está quase chegando.

    A VIDA VAI RENASCER. ASSIM SEJA!

    Um abraço amistoso da Luz.

    ResponderExcluir
  6. Oi, Marcos, eu de novo!

    Me esqueci de referir que, como sempre chora um amor que NÃO VALEU, VALE OU VALERÁ A PENA.

    Vamos olhar em frente e agarrar o futuro com todas as mãos, força e discernimento.

    Amor, do jeito que você sempre refere na sua poesia, também já não existe. Isso é coisa para e de adolescente.

    Eu sei que o homem, em geral, sofre mais que a mulher quando trocado ou abandonado, porque vocês são eternas crianças grandes.

    É bom, excecional mesmo, ter uma companheira, com certeza, mas que seja honesta, tenha "dois dedos de testa" e seja AMIGA, ESPOSA, MÃE, SE PRETENDER, E AMANTE.

    Lindo dia, com fé, esperança e certezas.

    Abraço da Luz.

    ResponderExcluir
  7. Amigo Marcos!
    Que a vida traga a você muitas alegrias,saúde,fé,esperança e vontade de vencer.
    Um fim de semana cheio de luz em seu coração.
    Um grande abraço.
    Valdete.

    ResponderExcluir
  8. Querido Marcos
    Que lindo! Que bucólico e,ao mesmo tempo,tão romântico! É isso mesmo que todos nós queremos, mas a vida prega-nos partidas...
    Tem razão:é muito melhor e mais saudável viver no campo! Mas...que fazer?
    Partir,rumo a outro sonho.Não podemos é ficar a«cultivar» a tristeza.
    muitos parabéns pelo seu poema.
    Um abraço da
    Beatriz

    ResponderExcluir
  9. Marcos belo poema, me fez lembrar de uma música, eu gosto de todo tipo de música e sempre faço questão de ouvir músicas antigas, caipiras raízes, gosto de ouvir, tem uma que eu acho, não tenho certeza, ela chama Tereza, parece com o seu poema, faz alusão justamente a ilusão, o amor , e o relacionamento.
    Muito bom!
    Tenha uma semana iluminada.
    Um grande abraço!

    ResponderExcluir

Seu comentário é o combustível da minha inspiração