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quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

QUANDO UM DIA SE PASSA

“Quando um dia se passa
Não passa na imaginação”
São palavras que alguém falou
Trazidas do coração.

Em meu peito existem marcas
De um dia que ao longe ficou,
Feridas que não cicatrizam,
Que o tempo não apagou.

Eu choro ao me recordar
Das coisas que um dia sonhei,
Tão longe da realidade
De esperar me cansei.

O meu sonho o vento levou
Como folhas caídas no chão,
Como dias que ao longe ficaram
Só existem na recordação.

Recordar um dia que passou
É de novo viver o passado,
O que adianta tentar esquecer
Se aqui dentro ficou marcado?

Estas marcas que existem em meu peito
São feridas de uma paixão
Que atormenta e queima minh’alma
Como lavas de um vulcão.

Novamente o sol vai se pôr,
Quantas coisas são águas passadas!
A saudade e as mágoas que ferem,
Em meu peito, deixarei guardadas.

Se amanhã ao lembrar ficar triste
É sinal que ainda não passou,
Como podem passar as feridas
De um amor que jamais acabou?

sábado, 1 de fevereiro de 2014

MATA-ME DE AMOR, ALÍCIA

 (glosa)
Vem correndo trazer teu amor pra mim
Anjo malvado de pecado e de malícia.
Vem voraz, explícita, venenosa...
Mata-me de amor, Alícia!
  
Sou mais um tolo a beber o teu veneno,
A dar a vida pra provar esta delícia.
Não me importo se morrer nos braços teus...
Mata-me de amor, Alícia!

Seria irônico morrer dessa maneira,
Em condição, para a vida, tão propícia,
Mas que se dane a vida e todo o resto.
Mata-me de amor, Alícia!

Brincadeirinha!!! Teu amor me faz viver.
Quem morreria a ganhar tua carícia?
Chega de estória, vamos ao que interessa:
Mata-me de amor, Alícia!

SONETO PARA A AMADA DORMINDO

Dorme Alícia, dorme teu sono de menina mimada,
Deixa-me deslizar nesse teu corpo de rosa,
Sê gentil, sê feliz, sê carinhosa...
A paz do amante está no estro da amada.

Sê uma fêmea sem pudor e tão fogosa
Como a pouco me amavas bela e nua.
Deixa à mostra toda a formosura tua
Quando a manhã se despontar tenra e cheirosa.

Sê mulher, sê meu pequeno anjo de maçã,
Me enlouquece com teu sexo e teus seios
Semi-ocultos, de calcinhas e sutiã.

Faze de mim o teu fantoche, teu brinquedo,
Só não contenhas meus desejos, meus anseios
E não reveles nosso amor, guarda segredo.

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

LEMBRANÇAS DE UM ROMANCE

Bons tempos aqueles, que Alícia vinha me amar.
Lembro-me que era só ela chegar
E tudo em mim pulava de alegria.
Aquele rosto lindo, aquele olhar perfeito
Me faziam ver o mundo de outro jeito
E em meio seus encantos eu me perdia.

E então a noite escura descia sobre nós
Que embaraçados sobre os lençóis,
Voluptuosamente a sonhar,
Incautos, naquele momento tão sublime,
Convictos que amar não era crime,
Quebrávamos o silêncio a suspirar.

E quando o sol vinha surgindo na colina,
Ela me olhava com um jeitinho de menina
E dizia: Amor, agora eu devo ir,
O sol molda a manhã com grande zelo,
Vê seus raios dourando meu cabelo!
Mais um beijo, só mais um e vou partir.

E eu lhe pedia encarecido: por favor, não vás embora,
Nota como está frio lá fora
E de te amar eu quero outra chance.
E Alícia respondia num sorriso: ―Meu amor, então eu fico,
Não quero ver tua vida em perigo,
Deixa o sol desnudar nosso romance.